No passado domingo, 17 de Maio estivemos presentes no Festival Coopera (https://confe.coop/coopera-futuros-em-rede/) com a Música das Plantas.
Encontrámos uma comunidade interessada e a conversa fluiu como um rio na natureza…
Tudo vibra — inclusive as plantas
De acordo com princípios da física quântica e da bioenergia, toda matéria vibra em determinada frequência. As plantas, como organismos vivos, têm suas próprias frequências de ressonância. Seus processos fisiológicos — como a movimentação da seiva, fotossíntese, abertura de estômatos — geram microvibrações. Mesmo que imperceptíveis a ouvidos humanos, esses sinais estão presentes e podem influenciar o ambiente ao redor.
Ouve aqui: https://www.youtube.com/shorts/KKXI8xBWEzg
Comunicação sutil
Já se sabe que plantas se comunicam entre si por meio de sinais químicos (feromonas, compostos orgânicos voláteis) e elétricos. Mas também existem hipóteses de que emitem ondas acústicas de baixa frequência, chamadas de “bioacústica vegetal”, detectáveis com sensores altamente sensíveis. Esses sons seriam como “sussurros da floresta”, emitidos em frequências abaixo de 20 Hz — os chamados infrassons.
Sensibilidade e percepção
A planta percebe o ambiente com extrema sensibilidade: luz, temperatura, umidade, toque, intenção humana (segundo alguns estudos em bioeletrografia e experiências como as de Cleve Backster nos anos 60). Isso reforça a ideia de que a planta está em um estado vibracional consciente, respondendo ao mundo ao seu redor em silêncio — ou melhor, em frequências que nós não ouvimos.
Música como metáfora da vida da planta
Quando transformamos essas vibrações em sons audíveis, estamos traduzindo seu estado energético para uma linguagem humana: a música. Assim, dizer que uma planta “faz música” pode ser poeticamente verdadeiro — ela expressa sua presença, ritmos internos e interação com o ambiente em vibrações que se assemelham ao que chamamos de música, mesmo que de forma não convencional.

E então?
Talvez o mais interessante nesta experiência tenha sido mesmo isso: o interesse gerado em torno de algo tão simples, e tantas vezes ignorado.
Parar para escutar o que normalmente não se escuta, olhar para o que passa despercebido, e abrir espaço para novas formas de atenção ao vivo e ao natural.No fundo, mais do que respostas fechadas, ficou um encontro — entre pessoas, natureza e imaginação — que deixa no ar uma boa questão: se a própria realidade material, nas suas múltiplas escalas e processos, não será de algum modo semelhante a uma canção.



